Desde Gus, não me abri para ninguém.
Sinto como se ele tivesse me criado.
Sendo o fruto do amor dele.
Anos se passaram e resolvi
tirar a limpo a história de amor
me relacionando como que em uma pesquisa
sociológica.
Depois de um trágico fim, conheci o Diablo Blanco,
em quem senti confiança desde então aventura.
Conquistou minha confiança capaz de me fazer abrir.
Mostrar pensamentos e coisas que me fizeram sentido, descobrimentos, sentimentos.
Essa confiança foi me desprendendo, causando um desprendimento do passado com ternura.
Seu olhar doce, e seus melindres.
Sua força de vontade de sustento e seu desejo de mudança, pouco a pouco me desarmaram.
Cativando, sobremaneira, meu ser.
E assim meu pesamento sem rédeas me levam a você a todo momento.
Minhas mão passaram a novamente escrever, como um desabafo unilateral.
onde cores fazem sentido.
20130219
20110418
Rubor de segunda
20110320
Uma poesia com meu nome!
19.3.11
François Villon: Balade des dames des temps jadis / Balada das damas dos tempos idos: trad. de Modesto de Abreu
Balada das damas dos tempos idos
Dizei-me em que terra ou país
Está Flora, a bela romana;
Onde Arquipíada ou Taís,
que foi sua prima germana;
Eco, a imitar na água que mana
de rio ou lago, a voz que a aflora,
E de beleza sobre-humana?
Mas onde estais, neves de outrora?
E Heloísa, a mui sábia e infeliz
Pela qual foi enclausurado
Pedro Abelardo em São Denis,
por seu amor sacrificado?
Onde, igualmente, a soberana
Que a Buridan mandou pôr fora
Num saco ao Sena arremessado?
Mas onde estais, neves de outrora?
Branca, a rainha, mãe de Luís
Que com voz divina cantava;
Berta Pé-Grande, Alix, Beatriz
E a que no Maine dominava;
E a boa lorena Joana,
Queimada em Ruão? Nossa Senhora!
Onde estão, Virgem soberana?
Mas onde estais, neves de outrora?
Príncipe, vede, o caso é urgente:
Onde estão elas, vede-o agora;
Que este refrão guardeis em mente:
Onde estão as neves de outrora?
Ballade des dames du temps jadis
Dites-moi où, n'en quel pays,
Est Flora la belle Romaine,
Archipiades, ni Thais,
Qui fut sa cousine germaine,
Écho parlant quand bruit on mène
Dessus rivière ou sus étang,
Qui beauté eut trop plus qu'humaine.
Mais où sont les neiges d'antan ?
Où est la très sage Hélois,
Pour qui châtré fut et puis moine
Pierre Esbaillart à Saint Denis ?
Pour son amour eut cette essoyne.
Semblablement où est la reine
Qui commanda que Buridan
Fut jeté en un sac en Seine ?
Mais où sont les neiges d'antan ?
La reine Blanche comme lys
Qui chantait à voix de sirène,
Berthe au grand pied, Bietris, Alis,
Haremburgis qui tint le Maine,
Et Jeanne la bonne Lorraine
Qu'Anglais brulèrent à Rouen ;
Où sont-ils, où, Vierge souv'raine ?
Mais où sont les neiges d'antan ?
Prince, n'enquerrez de semaine
Où elles sont, ni de cet an,
Qu'à ce refrain ne vous ramène :
Mais où sont les neiges d'antan ?
VILLON, François. Poésies complètes. Paris: Galliimard, 1934.
MODESTO DE ABREU. "Balada das damas dos tempos idos" (tradução de "Balade des dames des temps d'antan"). In: MAGALHÃES JR., R. Antologia de poetas franceses. Rio de Janeiro: Gráfica Tupy Ltda Editora, 1950.
Benvindo de volta

A muito não escrevo aqui, motivo da insensata mente que se atordoa do hábito e negligência a disciplina como uma rebelde.
Mas a realidade é tirei um tempo para o nada, um tempo para me enxergar no espaço, elaborar, preceder o que sou e o que preciso para continuar.
Permito acreditar que encontrei com a segurança máxima, aprendi a caminhar.
O gingado das pessoas que admiro começou a lapidar, para meu bem.
A circunstância de início me leva ao além.
Planejar... achei o que me é capaz. I belive!
Curiosidades, piadas, carinho, dedicação, perseverança, verdade, companherismo, vontade. E a atitude que me atento.
Benvindo de volta Outono!
A hora é agora e com otimismo.
20110121
20110118
20101212
20100410
Cristal - Memorial!

Acordo sobre a brisa gelada do outono.
Seus olhos me guiam na escuridão como um sonho
inesquecível da adolescência.
Olho o céu enquanto bebo o café e recordo.
As nuvens surgem instantâneas, assim como desaparecem.
Mensagens virtuais me ferem o coração, trazendo me de volta a realidade incerta, injusta.
Tento confiar em meus passos novamente.
Dou um abraço e recebo um incentivo de contínuo, ao trabalho vou.
De cinco em cinco, lágrimas enchem meus olhos e se esvaziam.
Em meu leito choro, a razão de esquecer os sonhos.
De não me agarrar em nada e ninguém.
Disse meu amigo Gustavo em breve oportunidade sob a luz do forno.
"Fogo na bacurinha" pode ser que seja mesmo, eu que ando e esqueço-me sentimento do passado, para seguir em frente sempre.
Fui a procura de um amigo o retrato fiel de mim mesmo.
O que me transgride é a poesia.
Forma árdua de sonhar.
Tenho que me orientar.
Meu Deus, ouça nossa Prece.
Devolva-nos o que do livre é direito.
20100322
Carta Cristal 06

Belo Horizonte, 21 de março de 2010.
Que que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja entre nós!
Bonjour Cherrie!
Entra a enchente das goiabas é o fim do verão. Segue um conto sem intenção para te agraciar. Notas um pouco melosas se prepare, e uma breve poesia aguar a alma de uma flor!
Estava deitada na rede pensando em você e na páscoa. E me lembrei de uma vez em que era tarde e te encontrei no MSN. Você disse só se for agora. E eu fui de imediato à sua casa, toquei a campainha e entrei pelo portão, pois ainda faltavam dois para as dez e a sua mãe não o havia fechado. Sua tez ficou pálida de espanto. Não sabia o que fazer. Sua mãe espantou o visitante que depois de mim chegou, acho que naquele momento, você duvidava da minha vinda. Em seu quarto nos entramos. Sua cama era agora no chão. Já, desde então, soube que você dormia de tv ligada. Fizemos qualquer coisa chamada sexo ilegal. Mas a intenção daquela noite de páscoa foi que ficou registrada na memória. Nesse dia usamos camisinha. Ah, dormimos em seguida e quando acordamos já tinha que ir, pois minha mãe cedo me buscaria para ir ao clube. Você ligou o computador, escovamos os dentes, ia me levar ao portão sem camisa, mas colocou uma jaqueta por meu pedido. Fui andado em direção a padaria enquanto você ficou ali, sentadinho na escada me olhado sumir. Uma das minhas recordações antigas de você.
Hoje depois do turbilhão do mês, tive tempo para escrever. Escrever que por enquanto ando leal, monogâmica e satisfeita com esse pensamento. Que o amor seja eterno enquanto dure. Ando satisfeita em ser mulher de um homem só, e que apesar da incerteza da distância, é possível levar tranqüilamente, como aqueles romances épicos com cartas, distância, encontros marcados. Talvez esse espírito antigo e meio cinematográfico tenha pairado sobre minha aura branca. Ou mesmo o curso de nossa história, regada de pouca comunicação e muita emoção. Eu acho você incrível. Talvez por isso seja interessante acreditar que a liberdade existe, dê tempo ao tempo, siga em frente, a vida e bela. Alguns me perguntam como é que eu vejo tudo isso? Com a maior liberdade do mundo – eu digo. Que o mesmo seja para você, Flôr, saiba disso.
Bom parar de rasgar sêda. Estou ansiosa por nosso próximo encontro. Espero que seja na páscoa, mas saberei somente na véspera. A solicitação está encaminhada.
Conto de fadas
Florbela Espanca
Eu trago-te nas mãos o esquecimento
Das horas más que tens vivido, Amor!
E para as tuas chagas o ungüento
Como que sarei a minha própria dor.
Trago no nome as letras duma flor...
Foi dos meus olhos garços que um pintor
Tirou a luz para pintar o vento...
Dou-te o que tenho: o astro que dormita,
O manto dos crepúsculos da tarde,
O sol que é de oiro, a onda que palpita.
Dou-te, comigo, o mundo que Deus fez!
- Eu sou Aquela de quem tens saudade,
A princesa do conto: "Era uma vez..."
Ps – tenho uma surpresa para você.
E não se esqueça de avisar quê ovo de páscoa quer ganhar.
Outro beijo onde você se quer imagina.
T.
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